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Empresa deve faturar R$ 73 milhões com contratos

Quarta-feira 17 de Fevereiro de 2016.

Por Laura Ignacio | De São Paulo

Altamiro Bezerra: empresas possuem 49 profissionais que batem ponto

O "caso Neymar" é um dos primeiros relacionados a atletas profissionais ou artistas a alcançar a esfera criminal. Chama a atenção pelos valores envolvidos. Em 2006, a NR Sports & Marketing, que gerencia os contratos de uso da imagem do atacante, faturou R$ 76 mil. Este ano deve repetir a marca do ano passado: R$ 73 milhões. Por outro lado, para garantir o pagamento da suposta dívida fiscal, se Neymar for condenado, foi determinado por meio de medida cautelar obtida pela Receita Federal o bloqueio de R$ 188,8 milhões.

Em entrevista ao Valor, o CFO da NR Sport & Marketing, Altamiro Bezerra, afirmou, porém, que nem a Receita e nem o Ministério Público Federal (MPF) visitaram as empresas NR Sport & Marketing, N& N Consultoria Esportiva e N&N Administração de Bens, cujos sócios são os pais de Neymar e que, desde 2013, são estruturadas em um prédio de três andares, em Santos (SP), com 49 profissionais, que batem relógio de ponto. O Fisco autuou o jogador e exige o pagamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do período entre 2006 e 2013.

As crescentes cifras são decorrentes de contratos com a Nike, Seara, Hi Happy, entre outras. O MPF passou a fazer parte da investigação a partir de uma representação feita pela Receita, por enxergar indícios de crime nas atividades das empresas. A procuradoria acusa-os de sonegação fiscal porque esses valores deveriam ser tributados pela pessoa física do Neymar. E de falsidade ideológica porque alguns contratos teriam sido antedatados.

Segundo Bezerra, o jogador paga IRPF sobre os 15% dos contratos firmados por meio da NR. "Os demais valores entram no caixa da empresa porque não são salário", disse. Ele explicou que os sócios das empresas são os pais do Neymar porque, na época do primeiro contrato, o jogador era menor de idade e por existir entre eles uma relação de confiança.

Quanto aos valores pagos pelo Barcelona na época da negociação da venda do Neymar, foi firmado um contrato de empréstimo de 10 milhões de euros para garantir a preferência de venda para o time espanhol, após o fim do contrato com o Santos. E, nesse mesmo contrato, foi estipulada uma multa de 30 milhões de euros, que o Barcelona teve que pagar por antecipar a compra.

Segundo os investigadores, as três empresas se confundem e eram de fachada. Afirmaram que, em 2011, tinham só dois seguranças registrados, porque eram funcionários do Santos que cuidavam do uso da imagem de Neymar. Já os valores do empréstimo, para eles, era um início de pagamento disfarçado. Os investigadores informaram ainda que, como há outros jogadores da série A sendo investigados, o caso servirá para que os procuradores das demais capitais tenham os "caminhos das pedras" para novas denúncias.

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Fonte: Valor Econômico

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